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	<title>Big Blog &#187; Adolescentes</title>
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		<title>O UsuÃ¡rio Dos TÃ³xicos (Sucesso Do Candidato Ao Hiv)</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 13:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
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		<category><![CDATA[Drogas]]></category>
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		<description><![CDATA[ ... vel educacional Ã© muito superior ao habitante dos bairros miserÃ¡veis.</p>
<p>Â </p>
<p>HÃ¡ naturalmente, muita justaposiÃ§Ã£o nestes <b>grupos</b>, e o consumidor ocasional ("spree") pode degenerar em inveterado, ou tornar-se adepto da â€œfilosofiaâ€ " ... ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O USUÃRIO DOS TÃ“XICOS </strong></p>
<p><strong>(SUCESSO DO CANDIDATO AO HIV)</strong></p>
<p><strong>Dr.Wagner Paulon</strong></p>
<p><strong>1976 &#8211; 2008</strong></p>
<p><strong>Â </strong></p>
<p>Embora se saiba muito acerca dos efeitos dosÂ  tÃ³xicos eÂ  seuÂ  potencial de abuso, o prÃ³prio indivÃ­duo que os usa constitui um enigma. O problema tem sido atribuÃ­do Ã s condiÃ§Ãµes de vida nas favelas, ao acesso fÃ¡cil Ã s drogas, aos traficantes e ao crime organizado. Embora qualquer destes fatores possa contribuir para o problema, nÃ£o hÃ¡ uma causa Ãºnica nem um conjunto de condiÃ§Ãµes exclusivas que conduza claramente Ã  dependÃªncia aoÂ  tÃ³xico, poisÂ  aÂ  mesma ocorre em todas as classes sociais e econÃ´micas. A chave do enigma pode bem se encontrar no prÃ³prio usuÃ¡rio e em qualquer de muitas situaÃ§Ãµes ou condiÃ§Ãµes.Â  A dependÃªncia aos tÃ³xicos nÃ£o se pode <span id="more-4347"></span> desenvolver sem um agente quÃ­mico.Â  No entanto, enquanto milhÃµes de pessoas se expÃµem aosÂ  tÃ³xicos por questÃµes de necessidades terapÃªuticas, relativamente poucas se transformam em dependentes.</p>
<p>Â </p>
<p>Ã‰ verdade que nas Ã¡reas metropolitanas encontram-se invariavelmente grupos de consumidores &#8220;inveterados&#8221; e uma grande proporÃ§Ã£o de jovens que usam drogas nos bairros mais pobres.Â  Embora os narcÃ³ticos possam ser obtidos nas esquinas das ruas nas Ã¡reas metropolitanas, somente uma pequena percentagem de indivÃ­duos a eles expostos ingressa nas fileiras dos viciados.</p>
<p>Em sua maior parte, os dependentes inveterados sofrem de certos tipos de instabilidade emocional perceptÃ­veis ou nÃ£o, antes da experiÃªncia inicial com o narcÃ³tico. Alguns casos podem ter um passado (geralmente nÃ£o diagnosticado) de desordens mentais.</p>
<p>Â </p>
<p>Alguns psicanalistas e psiquiatras afirmam que os dependentes possuem uma incapacidade inerente de desenvolver relaÃ§Ãµes pessoais significativas. Outros dizem que os dependentes sÃ£o pessoas que nÃ£o desejam enfrentar as responsabilidades da idade madura. Os dependentes adolescentes podem ter sofrido privaÃ§Ã£o afetiva ou terem sido demasiado protegidos na infÃ¢ncia; ou simplesmente nÃ£o conseguem enfrentar as mudanÃ§as fÃ­sicas e emocionais que acompanham este perÃ­odo da vida. Ã‰ significativo que muitos dependentes experimentam, na adolescÃªncia, os entorpecentes pela primeira vez.</p>
<p>Â </p>
<p>A transiÃ§Ã£o da infÃ¢ncia Ã  idade adulta Ã© raramente suave, e muitas pessoas nÃ£o se acham emocionalmente preparadas para enfrentar os problemas com que se deparam.Â  Na puberdade e primeiros anos da adolescÃªncia hÃ¡ um afrouxamento de laÃ§os familiares, uma diminuiÃ§Ã£o da autoridade paterna, uma crescente responsabilidade e um amadurecimento sexual.Â  O adolescente, assediado por ansiedade, frustraÃ§Ã£o, medo de fracassar, conflitos e dÃºvidas internas, pode pensar que as anfetaminas e a maconha promovem convivÃªncia e sociabilidade; os barbitÃºricos aliviam a ansiedade; os alucinÃ³genos intensificam as sensaÃ§Ãµes e os narcÃ³ticos fornecem alÃ­vio e escapismo. O abuso dosÂ  tÃ³xicosÂ Â  pode fornecer-lhe admissÃ£o ao &#8220;grupo&#8221; ou ser um modo de afirmar sua independÃªncia desafiando a autoridade e as convenÃ§Ãµes.</p>
<p>Â </p>
<p>Em geral os indivÃ­duos que abusam de narcÃ³ticos incidem em quatro grupos principais.</p>
<p>Â </p>
<p>O primeiro grupo usa tÃ³xicos para um fim especÃ­fico ou &#8220;determinada situaÃ§Ã£o&#8221;.Â  Exemplos: o estudante que usa anfetamina para se manter acordado na Ã©poca dos exames; a dona de casa que usa pÃ­lulas para emagrecer a fim de obter energia adicional para se desincumbir de seus afazeres domÃ©sticos; o vendedor que usa anfetaminas para manter-se acordado ao volante, a noite toda, a fim de comparecer a um encontro marcado de manhÃ£ cedo.Â  Estes indivÃ­duos podem ou nÃ£o demonstrar dependÃªncia psicolÃ³gica.</p>
<p>Â </p>
<p>O segundo grupo consiste daqueles chamados consumidores &#8220;spree&#8221; (impulso do momento).Â  SÃ£o geralmente jovens na idade de cursos ginasiais ou universitÃ¡rios.Â  Usam as drogas para&#8217;kicks (divertimento), ou apenas pela experiÃªncia em si.Â  Pode haver um certo grau de dependÃªncia psicolÃ³gica, mas pouca ou nenhuma dependÃªncia fÃ­sica devido ao uso esporÃ¡dico e errÃ¡tico.Â  Alguns destes consumidores podem experimentar as drogas apenas uma ou duas vezes e decidirem que hÃ¡ coisas melhores na vida.Â  O uso de entorpecentes nestes casos constitui um desafio Ã s convenÃ§Ãµes, uma experiÃªncia aventurosa e arriscada, ou uma maneira de se divertir.Â  Ao contrÃ¡rio dos viciados &#8220;inveterados&#8221;, que freqÃ¼entemente cultivam o hÃ¡bito sozinhos ou aos pares, os consumidores &#8220;spree&#8221; geralmente tomam as drogas em grupos ou em reuniÃµes sociais.</p>
<p>Â </p>
<p>O terceiro grupo Ã© o dependente &#8220;inveterado&#8221;. Suas atividades giram quase exclusivamente Ã  volta da experiÃªncia e da do tÃ³xico. Ele demonstra uma forte dependÃªncia psicolÃ³gica ao tÃ³xico, a qual Ã© freqÃ¼entemente reforÃ§ada pela dependÃªncia fÃ­sica quanto certas drogas estÃ£o sendo usadas.Â  O dependente inveterado, tipicamente, comeÃ§ou o vÃ­cio levado por um impulso do momento (&#8221;spree&#8221;). JÃ¡ vem tomando drogas hÃ¡ algum tempo e atualmente sente que nÃ£o pode mais atuar sem o apoio da droga.</p>
<p>Â </p>
<p>Nos Ãºltimos anos apareceu um novo tipo de pessoa que usa o tÃ³xico em excesso e que constitui o quarto grupo â€” sÃ£o os &#8220;hippies&#8221; de ontem e os muitos jovens universitÃ¡rios de hoje. Estes dependentes tÃªm a tendÃªncia a acreditar que osÂ  sistemasÂ  de hoje sÃ£o ou antiquados ou errados e que se deveria encontrar um novo modo de vida. As drogas sÃ£o parte integral de sua cultura e os &#8220;hippies&#8221; de ontem e os muitos jovens universitÃ¡rios de hoje podem ser considerados como dependentes &#8220;inveterados&#8221;. A diferenÃ§a importante Ã© que a maioria deles nÃ£o provÃ©m dos bairros pobres, das favelas, mas de famÃ­lias das classes mÃ©dia e mÃ©dia alta e seu nÃ­vel educacional Ã© muito superior ao habitante dos bairros miserÃ¡veis.</p>
<p>Â </p>
<p>HÃ¡ naturalmente, muita justaposiÃ§Ã£o nestes grupos, e o consumidor ocasional (&#8221;spree&#8221;) pode degenerar em inveterado, ou tornar-se adepto da â€œfilosofiaâ€ &#8220;hippie&#8221;. A transiÃ§Ã£o ocorre quando a interaÃ§Ã£o entre os efeitos do tÃ³xico e o tipo de personalidade causam uma perda de controle sobre o usoÂ  do mesmo.Â  ParaÂ Â  o consumidor a droga torna-se um meio de resolver ou evitar os problemas da vida.</p>
<p>Â </p>
<p>Os bairros mais pobres das grandes Ã¡reas metropolitanas sÃ£o ainda os que contam com o maior nÃºmero conhecido de viciados de heroÃ­na.Â  Mas a frustraÃ§Ã£o, imaturidade e privaÃ§Ã£o emocional nÃ£o sÃ£o peculiares aos bairros mais pobres, e o uso indiscriminado de uma variedade de drogas, por indivÃ­duos das classes econÃ´micas mÃ©dia e superior, estÃ¡ sendo constatado com freqÃ¼Ãªncia crescente.Â  A dependÃªncia Ã  droga nÃ£o Ã© exclusiva de uma classe.Â  Os fatores essenciais Ã  aquisiÃ§Ã£o do vÃ­cio sÃ£o uma substÃ¢ncia tÃ³xica, um indivÃ­duo, um ambiente que predisponha ao uso e uma deficiÃªncia de personalidade.</p>
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